"Feliz Dia do Pai — Alegria e Saudade"

 


"Feliz Dia do Pai — Alegria e Saudade"

Mário Silva




Na quietude de uma sala onde o tempo parece ter abrandado para escutar as memórias, a obra digital de Mário Silva, intitulada "Feliz Dia do Pai — Alegria e Saudade", oferece-nos um vislumbre tocante da alma humana.

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Esta é uma narrativa visual sobre o legado, o amor e a inexorável passagem dos anos, captada com uma sensibilidade que só a arte consegue traduzir.

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O Reflexo de uma Vida

A imagem apresenta-nos um homem idoso, de barba nevada e semblante sereno, sentado no conforto de um cadeirão de couro.

A luz dourada da tarde atravessa a janela, iluminando não apenas a divisão, mas também os fios de prata da sua memória.

O Objeto Central: Nas mãos, ele sustenta com delicadeza uma moldura.

Dentro dela, uma fotografia a preto e branco revela o passado: o seu pai, anos antes, carregando o filho pequeno aos ombros.

 É o retrato de um tempo em que os seus braços eram a força do mundo e os seus ombros o miradouro mais alto de uma criança.

Os Detalhes do Cenário: Ao seu lado, numa pequena mesa de apoio, repousam livros que sugerem uma vida de saber, uma chávena de chá ainda morna e um cartão simples com as palavras: "Feliz Dia do Pai".

A Atmosfera: O fundo, com estantes repletas de livros e a luz difusa, cria um ambiente de introspeção.

Não há ruído nesta imagem; há apenas o diálogo silencioso entre o homem que é hoje e o pai que foi (e continua a ser) na memória.

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Entre o Sorriso e o Suspiro – A Dualidade do Coração

O título desta obra, "Alegria e Saudade", é o resumo perfeito da condição de ser pai.

Ser pai é, simultaneamente, um exercício de presença e uma preparação constante para a ausência.

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A Alegria do Legado

A alegria transparece no olhar do homem ao contemplar a fotografia.

É a satisfação de quem cumpriu a missão de ser o alicerce de outro ser.

Naquela imagem antiga, o sorriso do filho no topo dos seus ombros é a maior medalha que um homem pode exibir.

É a alegria de saber que o amor investido deu frutos, que as mãos que hoje tremem ligeiramente foram as mesmas que guiaram os primeiros passos e seguraram os medos noturnos.

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A Saudade do Tempo

Mas há também a saudade.

Uma saudade doce, que não mágoa, mas que aperta o peito.

A saudade do peso daquela criança, do cheiro da infância, da energia vibrante de uma casa cheia de risos.

O cartão sobre a mesa é o elo que liga o presente ao passado; é o sinal de que, embora o filho já não caiba nos seus ombros, continua a ocupar o centro do seu universo.

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A saudade, nesta obra, é representada pela luz que entra pela janela — algo que se sente, que ilumina, mas que não se pode agarrar.

É o reconhecimento de que os filhos crescem e seguem os seus próprios caminhos, deixando para trás um rasto de recordações que são o maior tesouro de um pai.

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Mário Silva consegue, com esta peça, prestar homenagem a todos os pais.

Lembra-nos que o Dia do Pai é muito mais do que uma data no calendário; é um momento de paragem para honrar aqueles que nos deram o mundo como perspetiva.

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"Feliz Dia do Pai — Alegria e Saudade" é um espelho onde todos nos podemos ver: seja no papel de quem recorda com amor, seja no papel de quem, um dia, será apenas uma fotografia preciosa nas mãos de alguém que amamos.

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Texto & Fotografia digital: ©MárioSilva

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