MUDANÇA para a “HORA DE VERÃO” - À 1 hora passa para as 2 horas, na madrugada de dia 29 de março

 

MUDANÇA para a “HORA DE VERÃO”

À 1 hora passa para as 2 horas, 

na madrugada de dia 29 de março




A mudança da hora é um dos rituais mais debatidos em Portugal, ocorrendo duas vezes por ano.

Embora hoje pareça automático, esta prática tem uma história centenária e um impacto profundo no nosso bem-estar e economia.

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A Origem e o Porquê da Mudança

A introdução oficial da hora de verão em Portugal ocorreu em 1916, em plena Primeira Guerra Mundial.

A Razão Histórica: O motivo principal foi a poupança de energia.

Na altura, o carvão era o combustível essencial e escasso devido ao esforço de guerra.

Ao adiantar o relógio, as populações aproveitavam mais horas de luz solar natural ao final do dia, reduzindo a necessidade de iluminação artificial e, consequentemente, poupando combustível.

Contexto Europeu: Portugal seguiu a tendência de países como a Alemanha e o Reino Unido, que tinham adotado a medida pouco antes.

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Ao longo do século XX, Portugal experimentou vários regimes horários (incluindo períodos em que tentámos a hora da Europa Central), mas desde 1997 que a mudança está harmonizada com a União Europeia: os relógios adiantam uma hora no último domingo de março e atrasam uma hora no último domingo de outubro.

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Benefícios da Hora de Verão

A principal vantagem da mudança para o horário de verão é a extensão da luz solar durante o período de lazer.

Bem-estar Social: Com o pôr do sol mais tardio, as pessoas tendem a passar mais tempo ao ar livre após o trabalho, o que favorece a prática de exercício e o convívio social.

Economia e Turismo: O setor do turismo e do comércio beneficia diretamente, pois os dias mais longos convidam ao consumo em esplanadas e atividades turísticas.

Segurança Rodoviária: Alguns estudos sugerem que a maior visibilidade durante as horas de maior tráfego ao final da tarde pode reduzir o número de acidentes.

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Efeitos Indesejáveis

Apesar das vantagens económicas, a mudança de hora é frequentemente criticada por especialistas em saúde devido ao impacto no ritmo circadiano (o nosso relógio biológico).

Perturbações no Sono: A perda de uma hora de sono na transição para o verão pode causar fadiga, irritabilidade e falta de concentração nos dias seguintes.

Impacto na Saúde Mental: Grupos mais sensíveis, como crianças e idosos, podem sentir dificuldades na regulação do apetite e do humor.

Poupança de Energia Irrisória: Atualmente, com a eficiência das lâmpadas LED e a mudança nos padrões de consumo (onde o ar condicionado gasta mais energia que a iluminação), muitos especialistas defendem que a poupança energética real é mínima ou nula.

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O Futuro da Mudança

O debate sobre o fim da mudança de hora continua em aberto na União Europeia.

Embora tenha havido uma proposta para abolir este sistema em 2021, a decisão tem sido adiada, e Portugal mantém-se fiel ao sistema atual, equilibrando a tradição histórica com as necessidades modernas de coordenação internacional.

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Texto & Vídeo: ©MárioSilva

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“A Ressurreição de Lázaro - e se fosse nos nossos tempos?”

 


“A Ressurreição de Lázaro ...

... e se fosse nos nossos tempos?”





Esta imagem de Mário Silva, intitulada “A Ressurreição de Lázaro - e se fosse nos nossos tempos?” e datada de 28 de março, é uma composição digital ousada que transpõe o milagre bíblico para o cenário esterilizado de um hospital moderno.

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A obra apresenta um contraste visual e temporal profundo.

No centro, a figura de Jesus, vestida com túnicas tradicionais de tecido rústico e envolta numa aura de luz dourada, inclina-se sobre um paciente deitado numa maca metálica.

Ele coloca as mãos sobre o peito do homem, num gesto que funde a bênção espiritual com a reanimação física.

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O cenário é uma unidade hospitalar tecnologicamente avançada, equipada com monitores cardíacos, armários metálicos e equipas médicas vestidas com batas azuis e brancas, usando máscaras cirúrgicas.

Ao fundo, vislumbram-se macas com sacos mortuários pretos, sublinhando a gravidade do contexto e a fronteira entre a vida e a morte que a imagem desafia.

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A Ressurreição de Lázaro: E se fosse nos nossos tempos?

Onde termina a ciência e onde começa o espanto?

Nesta inquietante interrogação visual, Mário Silva convoca o sagrado para o meio do aço inoxidável e do silêncio assético das nossas salas de emergência.

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O Milagre entre Monitores

Na nossa era, a vida é medida em gráficos e bipes constantes.

No entanto, a imagem sugere que, mesmo perante a precisão do diagnóstico, existe um "sopro" que a tecnologia não consegue fabricar.

A figura bíblica, com a sua textura de terra e luz, interrompe a rotina clínica.

Não traz bisturis, mas as mãos; não traz fármacos, mas a vontade de que a vida regresse.

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O Espanto dos Homens de Branco

Os médicos e enfermeiros, sentinelas da nossa finitude, observam com um misto de reverência e incredulidade.

Atrás das suas máscaras, os olhos testemunham o impossível: a luz que emana de um homem do passado a aquecer o corpo frio do presente.

É o encontro da fé ancestral com a ciência moderna, num rincão de esperança que transcende as leis da biologia.

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A Luz que vence a Sombra

Ao fundo, a presença dos sacos mortuários recorda-nos a dureza da realidade que enfrentamos, por vezes, nas esquinas mais sombrias da existência.

Mas a aura central reitera a mensagem de que a morte nunca tem a última palavra enquanto houver espaço para o milagre.

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Esta fotografia é uma prece visual.

Lembra-nos que, tal como a flor do folhado-comum rompe a escuridão do arbusto ou a água flui eterna sob a ponte de pedra, a vida possui uma resiliência sagrada.

Mário Silva não fotografa apenas um hospital; fotografa a eterna necessidade humana de acreditar que, em qualquer tempo, "Lázaro" se pode levantar e caminhar de novo para a luz.

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Texto & Fotografia digital: ©MárioSilva

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