“A Tranquilidade do Rio Tâmega”
ponte Romana do Trajano - Chaves – Portugal
Esta fotografia de Mário Silva,
captada a partir da milenar Ponte Romana de Trajano, em Chaves, é um convite à
contemplação e ao silêncio.
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A imagem apresenta uma perspetiva
linear e profunda do Rio Tâmega, cujas águas escuras e serenas dividem a
composição, estendendo-se até ao horizonte.
No primeiro plano, à direita,
destaca-se um candeeiro monumental de ferro verde, com quatro lanternas
ornamentadas, que se ergue sobre o gradeamento da ponte, funcionando como uma
sentinela vertical que emoldura a paisagem.
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As margens do rio estão
densamente povoadas por árvores de um verde vibrante, que parecem debruçar-se
sobre a água, criando um corredor natural de frescura.
Por cima, um céu azul límpido é
pontuado por nuvens brancas e macias, que se espalham de forma harmoniosa,
completando este quadro de equilíbrio perfeito entre a obra humana e o mundo
natural.
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O Espelho do Tempo — A
Tranquilidade do Rio Tâmega
O título “A Tranquilidade do Rio
Tâmega” é mais do que uma legenda; é a definição de um estado de espírito que
Chaves preserva há dois milénios.
Ali, onde as pedras da Ponte de
Trajano guardam o eco das legiões romanas, o rio continua o seu diálogo mudo
com a cidade.
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O Rio que não tem Pressa
Nesta fotografia, o Tâmega não
corre; ele desliza como seda líquida.
Captado do alto da ponte que é o
orgulho da região, o rio aparece-nos como um caminho de paz.
Não há turbulência nas suas
águas, apenas a promessa de continuidade.
O rio é o coração que bate
devagar no peito de Chaves, lembrando aos que passam que a pressa é uma
invenção moderna que o granito e a água desconhecem.
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A Sentinela de Ferro e o
Abraço Verde
O candeeiro de ferro, com os seus
braços erguidos para o céu, observa o fluir do tempo.
Ele é o elo visual entre a cidade
construída e a natureza selvagem das margens.
As árvores, em tons de esmeralda,
estendem os seus ramos como se quisessem tocar no reflexo das nuvens, criando
um abraço verde que protege o leito do rio.
Nesta imagem, a luz de abril não
fere; ela acaricia a pele da água e ilumina a alma de quem para para olhar.
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O Reino Maravilhoso na Palma
da Mão
Mário Silva oferece-nos uma
janela para o "Reino Maravilhoso" de que falava o poeta.
É uma tranquilidade que se sente
no peito: o azul do céu que se confunde com a esperança, e o curso do rio que
nos ensina a fluir entre os obstáculos com a elegância de quem conhece o seu
destino.
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Olhar para esta fotografia é, por
momentos, ser parte daquela ponte.
É sentir a brisa que vem do
Tâmega e compreender que, enquanto o rio correr assim, sereno e farto, a
memória de Chaves estará segura.
É a prova de que a beleza reside
na pausa, no reflexo e na imensa paz de uma tarde onde o mundo, finalmente,
parece estar em ordem.
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Texto & Fotografia: ©MárioSilva
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