Março 2926 – Principais acontecimentos, em Portugal

 


Março 2026

Principais acontecimentos, em Portugal



O mês de março de 2026 em Portugal foi marcado por uma transição histórica na chefia do Estado, pela celebração do segundo aniversário do Governo e por uma forte mobilização social em torno da crise da habitação.

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🏛️ Política: A Era de António José Seguro e os 2 Anos de Governo

O principal acontecimento político foi, sem dúvida, a tomada de posse de António José Seguro como Presidente da República, no dia 9 de março.

Após vencer André Ventura na segunda volta com uma margem expressiva (67% contra 33%), Seguro assumiu o Palácio de Belém com um discurso focado na união nacional e no reforço da estabilidade democrática.

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Simultaneamente, o Governo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) assinalou o seu segundo aniversário.

Para mitigar o impacto da inflação, o Executivo anunciou em meados de março novas medidas de apoio:

Botija de Gás Solidária: Um apoio de 25 euros para famílias carenciadas.

Desconto no Gasóleo: Medidas de alívio fiscal para empresas de transporte.

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O mês também foi de luto para o centro-direita português, com o falecimento de figuras históricas como Nuno Morais Sarmento (7 de março) e Carlos Lourenço (11 de março).

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🏠 Sociedade: "Casa para Viver" nas Ruas

A 21 de março, as ruas de Lisboa e do Porto foram palco de grandes manifestações pelo direito à habitação.

Organizados pela plataforma "Casa para Viver", os protestos evidenciaram o descontentamento com o custo de vida, num contexto em que Lisboa se consolidou como uma das cidades europeias onde a taxa de esforço para arrendar casa é mais elevada.

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Desporto: Seleções em Destaque e Atletismo

No futebol, o balanço foi positivo, especialmente para a Seleção Feminina, que somou vitórias importantes contra a Finlândia (2-0) e a Eslováquia (4-0) no início do mês.

Já a Seleção Masculina realizou uma digressão de preparação, empatando com o México (0-0) no dia 29 de março.

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No atletismo, a capital parou para a Meia Maratona de Lisboa (EDP Lisbon Half Marathon).

Milhares de participantes atravessaram a Ponte 25 de Abril, reafirmando este evento como um dos maiores marcos desportivos e turísticos da primavera portuguesa.

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🎨 Cultura e Tradições

Março é tradicionalmente um mês de feiras e festivais gastronómicos, e 2026 não foi exceção:

Festival Internacional de Chocolate de Óbidos: A vila medieval voltou a encher-se de visitantes para degustar criações artísticas em cacau.

Feira de Março (Aveiro): Inaugurada a 25 de março, a "grande feira do centro" marcou o início das festividades de primavera com concertos e diversões.

Gastronomia Regional: O Alentejo celebrou a Feira do Porco Alentejano em Ourique, enquanto Salvaterra de Magos dedicou o mês inteiro à enguia.

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No plano cultural, a ModaLisboa e o festival de animação MONSTRA trouxeram cor e inovação à capital, celebrando a criatividade nacional e internacional.

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Fé: O Início da Semana Santa

Como a Páscoa em 2026 calhou no início de abril (dia 5), o final de março foi dominado pelo simbolismo religioso.

O Domingo de Ramos (29 de março) marcou o início das celebrações da Semana Santa, com destaque para as procissões em Braga e as tradições de "Páscoa na Vila" em Cascais.

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Resumo do sentimento nacional: Março de 2026 foi um mês de renovação institucional, mas também um lembrete dos desafios estruturais que o país enfrenta, equilibrando a esperança política com a urgência das reformas sociais.

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Texto & Vídeo: ©MárioSilva

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Cuco-canoro (Cuculus canorus)

 


Cuco-canoro

(Cuculus canorus)




Esta obra da coleção de Mário Silva celebra o regresso da primavera através de uma das aves mais emblemáticas e místicas da fauna europeia.

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A fotografia apresenta um plano médio de um Cuco-canoro adulto, pousado estrategicamente num ramo fino e seco que atravessa a composição na diagonal.

A ave exibe a sua plumagem cinzenta-azulada na cabeça e no dorso, destacando-se o padrão barrado de negro sobre fundo branco no peito e ventre, que se assemelha à plumagem de uma ave de rapina.

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O cuco encontra-se de perfil, com o bico ligeiramente apontado para cima e o seu caraterístico anel orbital amarelo bem visível, sugerindo um estado de alerta ou o início do seu canto.

O fundo é composto por um céu azul límpido com algumas nuvens brancas desfocadas, o que isola a ave e realça o detalhe das suas penas e garras.

A iluminação é natural e suave, típica de um dia de primavera.

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O Mensageiro da Primavera e o Eco da Tradição

O título "Cuco-canoro (Cuculus canorus)" remete para muito mais do que uma classificação ornitológica; evoca a banda sonora oficial do despertar da natureza em Portugal.

A fotografia de Mário Silva capta o protagonista de inúmeras lendas e de uma das canções infantis mais queridas do nosso cancioneiro.

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O Canto que Anuncia a Vida

"Estava na floresta um cuco a cantar; por trás de uma giesta ele pôs-se a cantar..." — estes versos populares ecoam na mente de qualquer português ao observar esta imagem.

O cuco é uma ave migratória cujo regresso em abril é ansiosamente aguardado no mundo rural.

O seu canto biconsoante — o famoso "cucu" — é o sinal inequívoco de que o inverno terminou.

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A Analogia entre a Imagem e a Canção

A fotografia estabelece uma relação direta com a narrativa da canção popular:

A Visibilidade do Invisível: Na canção, o cuco está muitas vezes escondido "por trás de uma giesta".

Mário Silva, no entanto, consegue o feito de o encontrar em campo aberto, num ramo despido, oferecendo-nos a visão rara de quem normalmente apenas se faz ouvir.

A Postura Canora: A inclinação da cabeça da ave na foto sugere o esforço de emissão do som que percorre vales e montes.

É o momento exato em que a "floresta" para, para escutar.

A Simplicidade e a Nostalgia: Tal como a melodia da canção é simples e repetitiva, a composição da fotografia é limpa e direta, evocando uma sensação de nostalgia ligada à infância e à pureza do campo.

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O Cuco no Imaginário Português

Para além da canção, o cuco é alvo de crenças antigas: diz-se que, se ouvirmos o seu primeiro canto e tivermos dinheiro no bolso, não nos faltará sustento durante o resto do ano.

A obra de Mário Silva dignifica esta ave, muitas vezes mal compreendida pelo seu comportamento de parasitismo de ninhos, focando-se na sua beleza elegante e na sua importância como sentinela do tempo.

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Ao olharmos para este “Cuculus canorus”, quase podemos ouvir o eco que vem de trás da giesta, lembrando-nos que, tal como na música, a natureza tem os seus ritmos próprios e as suas vozes essenciais.

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"Ver o cuco é um privilégio de quem sabe esperar; ouvi-lo é a certeza de que a vida se renova, verso a verso, canto a canto."

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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