Uma Galinha “Ameraucana” no Quintal - Águas Frias – Chaves – Portugal

 

Uma Galinha “Ameraucana” no Quintal

Águas Frias – Chaves – Portugal




Esta fotografia de Mário Silva, intitulada “Uma Galinha (Ameraucana) no Quintal” é um registo vibrante da vida doméstica que pulsa em harmonia com a natureza de Águas Frias, Chaves.

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A imagem foca-se numa galinha da raça Ameraucana, captada em perfil enquanto atravessa um prado luxuriante.

A sua plumagem é de um negro profundo, mas o sol de março revela matizes acobreados e avermelhados, particularmente em torno do pescoço, que combinam com a vivacidade da sua crista rubra.

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O cenário é um mar de erva verde e alta, salpicado por pequenas margaridas brancas que denunciam a chegada definitiva da primavera.

A luz solar é intensa, realçando as texturas das penas e a frescura do solo húmido, criando uma atmosfera de liberdade e serenidade rural.

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Uma Galinha (Ameraucana) no Quintal: A Realeza do Prado

No microcosmo de um quintal transmontano, a vida manifesta-se com uma dignidade que muitas vezes escapa ao olhar apressado.

Nesta obra de Mário Silva, o quotidiano rural despe-se da sua suposta banalidade para revelar uma cena de puro equilíbrio natural.

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O Passo Firme na Erva Nova

A galinha Ameraucana, conhecida pela sua distinção e pelos ovos de tons singulares, torna-se aqui a protagonista de um reino de clorofila.

O seu corpo escuro, onde o sol faz brilhar reflexos de fogo e terra, move-se com uma cadência ancestral sobre o tapete de flores silvestres.

É um movimento de busca e de pertença, integrado no mesmo ciclo que faz florir a magnólia e despertar o pomar em tons de neve.

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A Sentinela do Lar

Enquanto a raposa percorre as encostas distantes e o pisco-de-peito-ruivo vigia a partir dos ramos, a galinha é a senhora do "rincão" doméstico.

Ela representa a segurança da aldeia, a continuidade das tradições das mulheres da terra e a promessa de vida que o quintal, quando abraçado pelo sol de março, oferece generosamente.

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A Poesia do Simples

Esta imagem recorda-nos que a primavera não reside apenas no rigor astronómico do equinócio ou na transparência da água dos regueiros; ela vive também no brilho de uma pena e na humidade da erva que sustenta o passo altivo de uma ave.

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Nesta "prosa de penas e verde", Mário Silva capta o pulsar do coração de Águas Frias: um lugar onde até o mais humilde habitante do quintal caminha com a nobreza de quem sabe que é parte essencial de uma paisagem eterna.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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