“Macieira (Malus domestica) – o renascer da Natureza”

 


“Macieira (Malus domestica)

... o renascer da Natureza”





Esta é mais uma etapa desta belíssima viagem visual pela obra de Mário Silva, onde a lente se foca agora no milagre da renovação.

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A fotografia, intitulada “Macieira (Malus domestica) – o renascer da Natureza”, é uma celebração da primavera transmontana.

Em grande plano, vemos ramos de uma macieira pontuados por flores de um branco níveo e botões ainda fechados, tingidos de um rosa delicado.

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A composição é banhada por uma luz dourada e suave, que atravessa as folhas verdes jovens, conferindo-lhes uma transparência quase vítrea.

Ao fundo, a paisagem rural de Chaves surge num “bokeh” (desfoque) harmonioso de tons verdes e terrosos, sob um céu pálido, reforçando a ideia de um ciclo que recomeça.

A moldura verde e a assinatura do autor emolduram este instante de pura vitalidade botânica.

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O Branco Gesto do Recomeço

Sobre o renascer da macieira

Há um momento, entre o último frio e o primeiro calor verdadeiro, em que a macieira decide que é tempo de voltar a ser luz.

Depois do sono profundo do inverno, onde os ramos pareciam apenas ossos escuros contra o céu de Trás-os-Montes, surge o prodígio: a seiva acorda e explode em pequenas nuvens de pétalas.

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Nesta imagem de Mário Silva, assistimos ao renascer.

Cada flor é uma vitória contra o gelo; cada botão rosado é um segredo que o sol, com os seus dedos de ouro, vem desvendar.

É uma arquitetura de seda e esperança, onde o branco mais puro não é ausência de cor, mas sim a soma de todas as promessas de fruto que o verão há de cumprir.

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A macieira não tem pressa.

Ela abre-se devagar, oferecendo a sua brancura à brisa, como se soubesse que a beleza é a forma mais eficaz de dizer que a vida venceu outra vez.

Entre o verde tenro das folhas e a claridade do horizonte, estas flores são as mensageiras de uma natureza que não sabe desistir.

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Contemplar este ramo é perceber que o renascimento é um gesto silencioso.

Não precisa de fanfarras, apenas desta luz de fim de tarde e da paciência de uma árvore que, ano após ano, volta a vestir-se de noiva para celebrar o eterno banquete da terra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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