“Castelo de Monforte de Rio Livre – marco de História e de Gentes" - (Águas Frias - Chaves - Portugal)

 


“Castelo de Monforte de Rio Livre

marco de História e de Gentes"

(Águas Frias - Chaves - Portugal)





Esta fotografia de Mário Silva capta as imponentes e melancólicas ruínas do Castelo de Monforte de Rio Livre, situado em Águas Frias, Chaves.

A composição foca a torre de menagem central, quadrada e ameada, de cantaria de granito, que se ergue isolada acima de muros de fortificação degradados.

No primeiro plano, rochas de granito musgosas e vegetação rasteira emolduram a ruína, que mantém uma porta em arco e restos de muralhas periféricas, evocando séculos de história e o isolamento majestoso da paisagem rural.

A luz suave e o céu encoberto acentuam a aura de mística e antiguidade.

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Monforte de Rio Livre: Um Castelo que é a Memória Viva de Chaves e das Suas Gentes

Há locais onde o tempo parece parar e onde cada pedra tem uma história para contar.

O Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias, Chaves, é um desses locais.

A fotografia de Mário Silva, com o seu título evocativo "marco de História e de Gentes", capta perfeitamente esta essência.

Esta fortaleza não é apenas uma ruína; é o coração da memória coletiva de um povo e um testemunho da história de Portugal.

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Situado num outeiro a nordeste de Chaves, Monforte de Rio Livre domina a paisagem com uma aura de isolamento majestoso.

O nome "Rio Livre" sugere a liberdade das terras da raia, vigiadas por esta sentinela que olha para o rio Tâmega e para a fronteira com Espanha.

O seu estado de ruína, com a torre de menagem a erguer-se solitária acima dos muros degradados, contribui para uma mística única.

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Acontecimentos Históricos Interessantes

A história de Monforte de Rio Livre é rica e complexa.

As suas origens remontam, muito provavelmente, a um castro pré-romano, aproveitado depois por romanos e visigodos.

Mas foi durante a Reconquista Cristã que o local ganhou a sua importância militar.

O rei D. Afonso III concedeu foral à vila de Monforte em 1273, elevando-a a concelho, numa tentativa de povoar e defender esta zona fronteiriça.

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A torre de menagem, que vemos na fotografia, é um exemplo notável da arquitetura militar gótica.

Com o seu topo ameado, era o último reduto de defesa e o símbolo do poder real.

O castelo desempenhou um papel crucial em vários conflitos, incluindo as lutas durante a Crise de 1383-85, e na Guerra da Restauração no século XVII, onde a sua posição estratégica foi vital para a defesa da região contra as investidas espanholas.

A porta em arco que dá acesso ao interior evoca o mistério do que se escondia atrás dessas muralhas.

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As Gentes de Chaves e Suas Histórias

Mas um castelo é mais do que muros de pedra.

O título de Mário Silva sublinha a ligação fundamental com as gentes de Chaves.

Estas populações, que vivem à sombra destas muralhas, mantêm um sentimento de pertença a Monforte.

O castelo é o guardião das suas histórias, lendas e segredos.

Fala-se de túneis subterrâneos que ligariam o castelo a Chaves, de tesouros escondidos por mouras encantadas e de passagens secretas usadas por guerreiros e pastores.

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Para as gentes locais, o castelo é um marco na sua paisagem quotidiana, um refúgio para as crianças que brincam entre as ruínas, um ponto de vigia para os pastores com os seus rebanhos, e um símbolo da sua resiliência e força.

É o local onde a História nacional se encontra com a micro-história das famílias que vivem na sua proximidade.

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Significado Atual e Preservação

Hoje, Monforte de Rio Livre é um Imóvel de Interesse Público e um património histórico que urge preservar.

A fotografia de Mário Silva é um contributo importante para a valorização deste património, dando-lhe visibilidade e chamando a atenção para a sua beleza e importância.

O castelo tem o potencial de ser um motor de desenvolvimento turístico para Águas Frias e para o concelho de Chaves, atraindo visitantes interessados em história, natureza e autenticidade.

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Monforte de Rio Livre é um local onde a História e a vida das gentes se cruzam de forma profunda.

Não é apenas uma ruína; é o guardião da memória coletiva de Chaves e das suas gentes.

Um local onde a pedra fala de passados gloriosos e de vidas vividas com força e resiliência, e onde a fotografia de Mário Silva nos convida a ouvir as vozes do passado e a olhar para o futuro com esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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