"A rústica cancela de madeira" e um poema

 

"A rústica cancela de madeira" 

e um poema

Mário Silva

Na obra intitulada "A rústica cancela de madeira", somos apresentados a um cenário pastoral que transpira serenidade.

Em primeiro plano, destaca-se uma cancela artesanal, feita de troncos e tábuas de madeira envelhecida, que serve de passagem num muro de pedra seca e vegetação rasteira.

A textura da madeira gasta pelo tempo e a robustez do muro conferem à imagem uma autenticidade tátil.

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Para lá da cancela, abre-se um prado verdejante onde um pequeno grupo de bovinos repousa e pasta calmamente, indiferente à lente do fotógrafo.

Ao fundo, a paisagem eleva-se em sucessivas camadas de montes e montanhas, sob um céu claro que banha toda a cena com uma luz suave, típica de uma manhã de inverno.

A composição guia o olhar do observador da barreira física da cancela para a liberdade vasta do horizonte.

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O Guardião do Prado

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Velha cancela de madeira gasta,

Pelo sol e pela chuva moldada,

És a fronteira que o tempo afasta,

Nesta montanha por Deus desenhada.

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No prado verde, o gado descansa,

Sob o olhar de um monte altaneiro,

Há no silêncio uma doce esperança,

Que envolve a vida do mundo inteiro.

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Muros de pedra, de herança antiga,

Guardam segredos de quem já passou,

A terra mãe, que o povo fustiga,

É a mesma terra que o gado adotou.

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Abre-se a porta p'ró horizonte,

Onde o azul se vem deitar no chão,

Bebe a beleza na bica da fonte,

Quem traz a aldeia no seu coração.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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